Los psicodramas nuestros de cada día : Verdades que (N)os sustentan, incertezas que (N)os asombran” >> PRIMEIRA ETAPA: PREPARAÇÃO

psicodrama1(Para leer la presentación del tema, ingresar a este enlace)

* 11 de novembro de 1998

Estimada colega, estoy probando si su enderezo electronico es correcto para enviarle mis comentarios sobre su trabajo. Un abrazo. Guillermo

* 13 de noviembre de 1998

Caro colega e pretendente. É esse mesmo o meu endereço. Aguardo seus comentários. Estou muito satisfeita com esse primeiro contato. Milene

* November 25, 1998 4:00 PM

Subject: casamiento.

Hola Milene, estuve leyendo tu texto, me parecio interesante y me preguntaba si tu leiste el que presenté: Masculino Femenino Poder Trascendencia. Intento de preguntar por todo lo establecido.

Se me fue ocurriendo algo del orden de Deconstruccion de un dispositivo grupal psicodramatico y/o sociodramatico. Seguro que a ti como Brasilera se te ocurrira un nombre con mas humor. Partir de un disenio, hacer una experiencia vivencial. Que los integrantes tengan que armar el disenio desde el cual consideran que fue concebido el trabajo despues de hacer la vivencia, ubicar los presupuestos y objetivos en juego; para luego, en un trabajo grupal chequear con el dispositivo original y el replanteo situacional que planteen los coordinadores-nosotros-Borrador para empezar.:necesitariamos de varios momentos, instancias. No es para hacer en dos horas. Guillermo

* 1 de dezembro de 1998

Guillermo. Acabo de receber seu e-mail. Lerei com atenção seu texto e entrarei em contato. Quanto a pensarmos em uma atividade com mais de duas horas, que tal “Módulos Temáticos Articulados”? São três encontros, vivenciais e/ou teóricos de duas horas cada encontro. Um abraço. Milene

* 3 de Dezembro de 1998 07:20

Asunto: Presentacion

Hola Milene, supongo que andaras bastante atareada con los preparativos del congreso y fin de año, de todos modos una consulta, todavia tenemos tiempo de presentar el trabajo.Un afectuoso saludo. Guillermo

(Me parecio bien la idea de tres modulos, recibiste el mail donde te hablaba de eso?)

* 7 de dezembro de 1998

Caro Guillermo. Li com atenção seu texto neste final de semana. Senti na pele as dificuldades de uma comunicação cibernética, que não é frente a frente. As dúvidas não podem ser esclarecidas na medida em que vão surgindo e as falas não são acompanhadas de expressões faciais e corporais, que complementam, enriquecem e esclarecem o que queremos perguntar e dizer. Este é o nosso desafio e estou bastante estimulada em superar estas dificuldades. Então vamos lá…

Comecemos recuperando nosso primeiro contato. Nos encontramos com Cida Dávoli, amiga que muito estimo, em geral damos boas risadas juntas. Nesse clima, lhe sugeri “casamentos” poligâmicos, propondo que você formasse unidades com outros brasileiros. Você brincou comigo perguntando se isto seria uma sugestão, e eu, que na verdade não tinha pensado exatamente no meu “casamento”, achei ótima a idéia. Porém, não conhecíamos, até então, quase nada do trabalho profissional de cada um. Ótimo, pensei. Um bom desafio, adequado a este congresso Ibero-americano. Passei-lhe então o texto que apresentei no congresso brasileiro, em “temas em debate”, imaginando que poderíamos talvez partir para algo na modalidade “grupo de discussão dramatizada”, modalidade criada por mim, com muito carinho, para este II Congresso Ibero-americano. Caso você gostasse do texto, eu o leria e você faria ressonâncias, multiplicações dramáticas a partir do aquecimento com o texto, no dia do congresso.

Você então, prontamente, ao chegar em seu país me respondeu, dizendo ter apreciado o texto, enviou um seu e sugeriu que fizéssemos um trabalho com duração maior. Achei interessante, porém não estou conseguindo encontrar o eixo entre os nossos textos. Você poderia me ajudar? Não está claro para mim o que você pretende. (Quais são as suas intenções comigo?) Você me pediu também um titulo bem humorado para nosso trabalho. Adoraria pensar nisso, porém preciso entender melhor o que você está propondo enquanto projeto de trabalho. Talvez ainda não tenhamos encontrado o foco para trabalhar juntos, que poderá ser encontrado, seja nas semelhanças ou divergências entre nossas idéias. Ambos os caminhos me atraem. Pensei: não será o caso de nos conhecermos um pouco melhor, para podermos definir o que faremos juntos? Vontade eu tenho, só preciso me conectar em um projeto comum.

No listão de candidatos, tenho muitos nomes de pessoas, que posso lhe enviar em breve, que trabalham com grupos de gênero. Não seria o caso de apresentá-lo ciberneticamente a elas, e pensar em outro caminho para nós? Ou será que seu texto tem articulações com o meu e eu não estou conseguindo identificar? Me ajude, caro e novo amigo….

Para tentar facilitar nosso entrosamento, envio outros textos meus, que ainda estou desenvolvendo, na tentativa de agilizar nosso “namoro” cibernético. Aguardo o quanto antes notícias suas. Um grande abraço.Milene

(Estou preocupada com os prazos. Temos até 30 de dezembro para definir um projeto comum. Conte comigo para agilizar nossas conversas. Prometo priorizá-las sobre todas as minhas outras atividades.)

* 9 de Dezembro de 1998 11:36

Asunto: monte de trabajo.

Hola Milene, la verdad es que en esta época el ritmo es dificil de sostener y todo el mundo esta más para brindar que para hablar cosas serias. Tentemos.

Lo que más me interesó de tu trabajo es su sentido interrogativo y cuestionador de las supuestas verdades que nos ciegan. Mas alla de que el texto que te envie se refiera a la cuestion de genero tiene el tono, o por lo menos eso pretendí, de preguntar, interrogar sobre todo lo que se nos ha transformado en obvio. Desde ese punto de vista y desde mi preocuoacion por LOS PSICODRAMAS que muchas veces se intentan pasteurizar debajo del paraguas unificador del psicodrama es que me interesaba crear un dispositivo para: 1) repensar los dispositivos psicodramaticos que considero particularmente vigentes en esta época en tanto favorecen la grupalizacion versus aquellos que desatan el individualismo contextual; 2) poder trabajar sobre la diferencia de lecturas de un mismo dispositivo desde su deconstruccion por aquellos que lo hayan vivenciado; 3) poder dar cuenta de todo este enfoque , su sentido y el sentido de nuestra interrogaciones a partir de un trabajo vivencial donde todos hayan pasado por la experiencia de preguntarse.

En la pagina web de la SAP hay un articulo mío sobre la historia del psicodrama en general, otro sobre la historia del psicodrama en la Argentina, y en particular un texto Una clinica grupal psicodramatica templada en tiempos de crisis que dan cuenta de la evolucion de mis pensamientos.Creo haberme aproximado a dar cuenta de cómo y porqué tu texto me incentivo a poner a rolar esta idea de : vivencia -deconstruccion-conceptualizacion.

Este ultimo fin de semana fueron las jornadas de la SAP, me quedó una idea en mente ya que senti que hay muchas “camisas de hombres felices”. Se me ocurrio la frase: “Ventanas en el horizonte”. Un abrazo.Guillermo

* 14 de dezembro de 1998

Caro Guillermo. Gostei muito dos textos. Parece que começamos a nos entender, mas quero me certificar. Estamos nos propondo a fazer um trabalho na modalidade “Módulos Temáticos Articulados”. O tema central seria algo como: Os múltiplos Psicodramas da atualidade e as supostas verdades que os ancoram/ As verdades que ancoram os Psicodramas da atualidade/ Múltiplos Psicodramas: Qual é o seu? Que verdades o sustentam?/ Psicodrama: um lugar para tranquilizadoras e ilusórias certezas? (O título final teria que ser mais bem trabalhado, ainda não está bom. Sugiro que você envie sugestões para ampliar nosso aquecimento). Nosso objetivo: Concretizar psicodramaticamente o trabalho de cada um dos participantes, mostrando eventualmente cenas habituais da vida profissional cotidiana, e as cenas passariam a ser multiplicadas, desconstruídas e reconstruídas.

Buscaremos mapear as verdades que ancoram tais cenas, promovendo releituras… É por aí? Se sim, precisamos para 30 de dezembro: a) um título bárbaro, que faça jus a nossa proposta, de forma que estimule os congressistas a participar de nossa atividade; b) um resumo, em sete linhas, do que pretendemos desenvolver. Para chegarmos a isso, talvez possamos “brincar” de imaginar como seriam as tres sessões que faremos, qual o papel de cada um… Enfim, aguardo contato. Um grande abraço. Milene

* 14 de Dezembro de 1998 16:55

Asunto: Sintonizando.

Hola Milene, pareciera que nos vamos entendiendo. En el final de semana reli el texto que me diste en el congreso y el que me enviaste por e mail. Reafirme el sentido de la posibilidad de armar conjuntamente un espacio para interrogarnos con otros sobre los psicodramas , sus verdades- axiomas tacitos o explicitos, y las lecturas posibles que se desprenden.

Concuerdo con lo que me dices en tu ultimo mail. Tal vez mi idea seria la de mostrar a partir de una vivencia un modelo de psicodrama sociodramatico que considero particularmente útil en esta época en tanto contribuye a permitir y fomentar la grupalidad de manera de favorecer al re-entramado del tejido social tan afectado por el individualismo reinante en esta época. Suelo llamar este trabajo: grupos de reciclado. Algo de esto esta desarrollado en un artículo que se publico en SP en una revista de Teatro Espontaneo, creo que el numero tres. También está en la pagina web de Grupal: http://www.hipernet.ufsc.br/foruns/grupal/ o en Teatro Espontaneo: http://www.hipernet.ufsc.br/te

Podriamos trabajar con escenas laborales de los psicodramatistas en relacion al descubrimiento de conceptos que les cambiaron el rumbo de su trabajo. En el segundo modulo centrarnos en la reconstruccion del dispositivo que pudieran suponer que pusimos en funcionamiento desde una lectura deconstructiva de la vivencia. Por este camino podrian quedar en evidencia los axiomas de cada uno para pensar una situación-multiplicidad delecturas-. Por último en el tercer modulo podríamos cotejar nuestros criterios con los procesados y hacer eje en las idea de los psicodramas, la incertidumbre, la complejidad, la investigacion, el criterio de falsabilidad,etc.Vamos avanzando. Creo que me voy a la playa el 26 de diciembre hasta el 5 de enero. Vuelvo para mi aniversario. Un abrazo.Guillermo

(Es interesante ir pensando asi a pesar de la altura del anio y el cansancio. Sera que las casualidades pueden mas que las listas organizadas?)

* 15 de dezembro de 1998

Caro Guillermo. Você diz “Sera que las casualidades pueden mas que las listas organizadas?” Estou muito satisfeita e impressionada com a casualidade e penso que no nosso caso ela se mostrou realmente mais eficaz que os listões organizados. Possivelmente, não chegaríamos a pensar em trabalhar juntos se apenas consultássemos o listão. O mais interessante é que desconfio que temos em comum o necessário para configurar um trabalho juntos, assim como diferenças suficientes, que poderão ser o start para facilitar o grupo com que trabalharemos, para expor suas diferenças.

Nessa linha de raciocínio imaginei uma primeira sessão/encontro tratando do que temos em comum, a questão das supostas verdades. Imaginei dar início ao nosso trabalho contando como ocorreu nossa aproximação e lendo o primeiro texto que lhe ofereci, usando-o como parte do aquecimento do primeiro dia de nosso trabalho, seguido de multiplicações do grupo. (Sugestão: nesse primeiro dia, nós contamos juntos a história de como formamos nossa parceria, eu leio meu texto, você dirige a multiplicação e a partir daí o grupo segue em frente, e nós com eles, conforme a coisa se apresentar.)

Em um segundo dia, imaginei que cada um de nós podia preparar um novo texto, ou adaptar textos já existentes, onde possamos identificar e mostrar ao grupo as diferenças que pudemos identificar em nossos trabalhos cotidianos. Nós, nesse momento, estaríamos apresentando o que temos de singular, e quais as “supostas verdades” que ancoram nosso dia a dia profissional. Penso que seria um estímulo corajoso para o grupo se expor, a partir de nossas diferenças. Por exemplo, estou desconfiada que a minha valorização de atendimentos individuais, por vezes com frequência alta de sessões semanais, é uma de nossas diferenças. Acredito que muitas vezes o melhor caminho para superar o individualismo reinante é a psicoterapia individual, sem com isso desprezar a importância de trabalhos sociodramáticos, que certamente acredito ter o seu lugar. A forma como abordo nesse momento questão tão complexa pede que eu desenvolva melhor o que estou dizendo, o que farei assim que tiver tempo, e lhe enviarei. Por ora, tento apenas localizar uma possível área onde circulam diferenças entre nós, o que é muito legal para a proposta do trabalho que estamos pretendendo desenvolver.

Imagino que um apoio teórico importante de seu trabalho seja a esquizoanálise (Deleuze/Guatarri…). Já o meu, penso estar localizado na psicanálise (Winnicott, M. klein, até mesmo Lacan). Ambos somos psicodramatistas adultos e portanto nenhum autor fala mais de nós que “nós mesmos”. Já temos tempo rodado o suficiente para sínteses pessoais, que me parecem estruturar uma ponte significativa entre nossos trabalhos. Que maravilha se pudermos ampliar nosso conhecimento, reconhecendo nossas diferenças e mantendo-as no que for possível, após múltipas desconstruções cibernéticas. Nessa ocasião, já teremos vivido a “paquera” e a “paixão”; superado as idealizações; suportado a dor narcísica de não sermos iguais, e, poderemos, mesmo sendo diferentes, trabalhar co-criativamente visando um projeto comum. Me parece excitante. Não lhe parece? Em comum, nos preocupamos com dogmas, estagnação, paralisação de desenvolvimento psíquico e interrelacional em prol de uma pseudo-vida tranquila que navega em falsas águas calmas.

Eu sei, Guillermo, é trabalhoso buscar nossas diferenças, mas para isso temos até abril de 1999. Até lá você já fez aniversário, já se acostumou com a idéia de estar um ano mais velho, o Natal e ano Novo já terão passado e já teremos tido tempo de mergulhar em nossas reflexões. Você topa?

Por ora, não precisamos resolver um jeito de trabalhar, só lhe adianto o que pensei para você ir refletindo durante suas férias. Para isso temos tempo. Porém, não se esqueça do título de nossos Módulos Temáticos Articulados e um resumo de sete linhas do que pretendemos desenvolver, precisamos entregar antes de suas férias. (Data limite = 30 de dezembro de 1998!) Sendo assim, qual título escolheremos que retrate o que pretendemos com nosso trabalho? O que

escreveremos nas tais sete linhas? Um grande abraço. Milene

* 17 de janeiro

Sei lá, acho que quero dividir com você uma coisa que é: junto com o tempo que passa, ganhamos dores e temores, mas também transformações ricas que só puderam acontecer porque o tempo passou. Parece bobo falar isso, óbvio, e fica com um jeito de “as uvas estão verdes” e é isso mesmo, mas além disso pode ser inspiração para o nosso trabalho. TEMPO… TEMPO… TEMPO… Como transformar a passagem do tempo em estímulo para criação, diversão e crescimento?… Pense comigo… Tempo de psicodrama que soma tantos psicodramas em cada um de nós. E se considerássemos a dimensão do tempo em cada um dos participantes de nosso evento. (Ficariam todos deprimidos??? Estaremos nós um pouquito tanbien? E daí?) Ou seja, se em algum momento pudéssemos aquecer a todos para identificar os múltiplos psicodramas que já habitaram e/ou ainda habitam cada um… Posteriormente cada um de alguma forma apresentaria ao grupo seus múltiplos psicodramas, compatíveis e/ou incompatíveis entre si.

Que tal fazermos do tempo-limão uma limonada de crescimento e evolução? Enfim, vou tentar elaborar tudo isso, vou escrevendo, e quando você puder, me responda. Um abraço. Milene

* 30 de janeiro

Caro Companheiro. Você sabe, as vezes sinto uma certa limitação em nossa comunicação pela questão natural de sermos de países diferentes e utilizarmos idiomas, embora parecidos, não idênticos. Mas vamos esclarendo quando der, quem sabe até abril!

Venho trabalhando muito para o Ibero. Estamos agora montando a grade de atividades científicas. Tenho cuidado para não colocar você, e tantos outros estrangeiros poligâmicos, no mesmo dia e horário, em atividades diferentes. São muitas as propostas de trabalho. Estou muito feliz pelo retorno espetacular de todos os colegas psicodramatistas. É com tranquilidade que afirmo que esse congresso vai ser demais… Muito bom, e certamente uma das melhores atividades oferecidas ao público será a nossa. (Rá Rá Rá). Para isso, vamos ao trabalho. Estive pensando e gostaria de saber sua opinião.

Tema: Os Psicodramas nossos de cada dia – e as verdades que (n)os sustentam. (Com esse título estaríamos brincando com o Pai nosso, o pão nosso de cada dia… Como se reza o pai nosso em espanhol? Será que você me entende?)

Forma de trabalho: lá vai minha sugestão, um pouco mais elaborada.

Primeiro dia. Contamos um pouco da história do nosso casamento, só para aquecer. Acho que nos aquecerá se contarmos um para o outro essa história. Aguardo a sua versão, começando com “Um certo dia”. Em seguida, leio o texto do Rei, nosso primeiro objeto intermediário, ponto inicial para nossa identificação como parceiros ibero-americanos. Aí você “multiplica”, desconstrói, reconstrói, ou melhor, instrumenta o grupo para criar um teatro espontâneo ou iniciar uma multiplicação, a partir do tema que os trouxe até nós e do texto lido. E seja o que Deus quiser…

Segundo dia. Convidamos (AGORA, ANTES DO CONGRESSO!) quatro psicodramatistas para integrar nossa unidade funcional casada, com papéis previamente definidos por nós. Ou seja, pedimos a eles um texto cuja leitura não ultrapasse sete minutos cada um. Que textos? Textos que descrevam uma cena ou cenas de seu cotidiano profissional, que lhes tenham chamado a atenção, por algum motivo. Cada texto poderá ser seguido de uma breve reflexão sobre as verdades que sustentam tais cenas. E o que faremos com esses textos? No segundo dia, esses textos seriam lidos por seu autores. Em meia hora, textos já lidos, peço que cada participante do grupo identifique que cenas profissionais e ou pessoais emergiram após a leitura e, por exemplo, se aproxime do autor com quem mais se identificou. Caso não tenha se identificado com nenhum deles, por julgar que sua cena não está representada em nenhum texto, que suas verdades não foram contempladas em nenhum deles, será convidado a se agrupar em torno de você (Guillermo). Você e o autor de cada texto serão os coordenadores de seus subgrupos, auxiliando o grupo a montar uma cena, a ser apresentada depois a todo o grupo… Uma apresentação cênica que expresse as grandes verdades do grupo, se possível com interpolação de resistência, maximização, sei lá… Dez minutos para montagem do subgrupo, 15 para criar e combinar a apresentação da cena, que, ao ser apresentada, não deverá ultrapassar cinco minutos. Após a apresentação dos grupos, compartilhar… (Ou dois autores em um dia, e o mesmo procedimento no terceiro dia, com outros dois autores?) Ou…

Terceiro dia. Aquecimento. Túnel do tempo. Os psicodramas que já existiram em mim… cenas vividas… verdades defendidas… Concretiza. Expressa essas cenas. Quem convidaríamos para ler os textos no terceiro dia? Pessoas que, segundo se sabe, ancoram seus psicodramas em bases diversas. Só para brincar um pouco, quebrar o gelo e nos conhecermos sem dor nem temor. Quem? (….)? E você, partindo do pressuposto de que você aceitou este caminho, quem convidaria?

E para dirigir o último dia? Pensei em você, depois pensei na possibilidade de um diretor aquecer quatro histórias e cada uma delas seria dirigida por um dos diretores por nós convidados, sei lá… E você?

Agora, respire fundo, fique à vontade e desconstrua o meu título, recrie-o, comente minhas idéias sem nenhum constrangimento, pois, na verdade, o que será, será; psicodrama não se combina. No entanto, brincar de combinar pode nos aproximar, nos aquecer para um trabalho que a meu ver tem tudo para ser muito interessante. Diga lá, meu rapaz itinerante, diga com todas as letras e, só por hoje, evite excessivas metáforas, busque a total transparência. Vamos descobrir nossas diferenças… Um grande grande abraço (tem que ser grande para ultrapassar fronteiras).Milene

* 24 de Fevereiro de 1999 09:31

Asunto: Reconectando.

Estoy llegando de mis ferias. Quería que tuvieras noticias mias, mañana va una contestacion más científica. Me gusta mucho el titulo, aca se habla de: El Pan nuestro de cada dia. Me da muchas ganas este trabajo que vamos a hacer.

Te felicito y te apoyo en todo lo que estas haciendo para que este congreso de certo. Por mi parte aca he hecho bastante para incentivar que la gente se inscriba, espero que mis gestiones den certo: Edit y Raquel se quedaron a cargo de seguir con el tema de armar los grupos y tengo que encontrarme esta noche con ellas.Un muy fuerte y calido abrazo.Guillermo

(Nos iremos entendiendo, desentendiendo y encontrando nuestras diferencias. Una paciente me dijo hoy que conocio un Australiano en Machu Pichu y que lo interesante de tener que hablar en otro idioma era no quedar entrampado en los decires parciales que se dan en cada lengua.)

* 24 de fevereiro

BEM-VINDO COMPANHEIRO! Escrevi uma mensagem super-animada para você, apertei um botão e tudo desapareceu… Perdi meu texto animado. Esta máquina!… Será que eu estampei meus dizeres parciais e deletei-os com um ato falho? Agora, falando sério, sugiro que mande sua resposta utilizando os espaços que seguem minhas perguntas.

Talvez facilite nossa comunicação. É preciso agora definir, pois mais um pouco a programação já foi para a gráfica. Eu realmente estou mais aquecida, é natural. Por isso, para ajudar nossa U.F, registro o que andei pensando.

Primeira coisa, acho, seria talvez mudar o tema para… Psicodramas: Verdades que (n)os sustentam, Incertezas que (n)os assombram. Sugira você agora um tema ou faça comentários: qual você prefere, por que etc.

Quanto a convidar pessoas para escrever textos curtos, pensei em escolher pessoas de diferentes gerações, mais jovens e mais velhas no movimento psicodramático. É difícil essa parte pois não conheço sua sociometria. Se você gosta dessa idéia, diga quem você acha que seria legal convidar ou não convidar, do Brasil ou não.

Eu pensei: Claudia Fernandes, escrever cena ligada a trabalhos com pacientes hospitalizados com doenças graves. Ela vem fazendo isso em hospitais, coloca nariz de palhaço, “picha” a parede do hospital, um monte de alegria e palhaçada. Você consegue imaginar um paciente, entre uma quimioterapia e outra “morrendo”, só que de rir?

Da minha parte, se você sugerir alguém que eu não conheça, tudo bem. Penso que o critério seria pessoas que pelo menos um de nós dois conheça; que gostem de um nós e não tenha nada contra o outro; que saibam conviver com diferenças e que portanto consigam produzir textos maduros, criativos e construtivos. Não é qualquer um que está disposto a escrever textos que explicitem de fato as suas verdades, ou até que consiga captar as verdades que orientam seu trabalho. Mais difícil ainda me parece escrever um texto que fale das próprias incertezas e dúvidas, contar cenas onde se fica em dúvida se o caminho escolhido para nosso trabalho funciona mesmo ou não. Cá pra nós, isso não é nada fácil. Porém, se conseguíssemos esse tipo de discurso em um congresso, maravilha! O saber ganharia mil pontos contra a dama vaidade, você não acha?

(…) Fiquei assustada com o número de pretendentes com quem você se casou. Temo que você acabe desistindo. Ah, essa poligamia, que eu mesma tanto instiguei… Acho que não estava preparada para ela. Bom, Guillermo. Preciso trabalhar. Milene

* March 09, 1999 11:38 AM

Subject: Modelo de invitacion.

Hola Milene: que te parece este modelo de invitacion? Pense que si no nos poniamos de acuerdo podiamos generar una cierta confusion. Un abrazo. Guillermo

(Mandamelo con las modificaciones que te parezca adecuado.)

Estimado colega:——————- , en el II Congreso Iberoamericano de Psicodrama hemos organizado un modulo tematico articulado que se titula: Los psicodramas nuestros de cada dia: verdades que (n)os sustentam, incertezas que (n)os asombram. Tenemos interes en invitarlo a participar del mismo con un texto corto (aproximadamente dos carillas). Vamos a iniciar sempre com um texto que instigue o contemplar/mirar las incertezas ou as verdades…, para pasar a continuacion a hacer un trabajo dramático con multiplicación dramática centrado en poner en evidencia las diferencias y la diversidad de enfoques dándole cabida a los interrogantes que guian e incentivan hoy nuestras investigaciones .De ser posible necesitariamos tener una respuesta a la brevedad para incluir vuestro nombre en el modulo. Desde ya muchas gracias.

Att:

Milene De Stefano Feo- Brasil

Guillermo Augusto Vilaseca- Argentina

Tel. 54-11-4804 5811 Fax 54 11 47843901

Julian Alvarez 2814 20 D (1425) Cap.Fed.

Buenos Aires-Argentina

* March 12, 1999 11:38 AM

Subject: Confirmaciones.

Hola Milene, ya estan comprometidas: Ana Maria Rothman, Maria Lozano; ambas de Argentina; Silvia Speranza y Raul Sintes de Uruguay. En cuanto tenga más noticias te aviso. Un abrazo. Guillermo

* 7 de abril

Hola Milene, como te he contado este sábado nos reunimos en la SAP con los que viajan. Seria interesante si fuera posible contar con alguna información de último momento que Uds. consideren importante trasmitir. Si se supiera el horario de las actividades seria importante poder contar con esa informacion. Comparto el texto de la convocatoria:

Estimados colegas quiero ir anticipandoles una novedad: Como Uds. saben el 21 de abril comienza el II Congreso Iberoamericano de Psicodrama en Aguas de San Pedro – San Pablo Brasil -. La SAP es institucion co convocante y muchos de los miembros de la institución van a participar de este foro de intercambio HISPANOPARLANTE*. Varios de nosotros vamos a participar presentando trabajos que en muchos casos se han forjado en equipos conformados con colegas de otros paises en una iniciativa muy original que ideo la Organizacion del Evento: Unidades funcionales Casadas.

En tanto no todos estamos al tanto de los desarrollos de cada uno , no todos van a concurri al congreso y no todos los que viajaremos pertenecen a la SAP hemos organizado una reunion para el sábado 10 de abril de 9.30 a 12.30 para poder intercambiar. La reunion va a ser co coordinada por la Dra Raquel Bitman y el Lic Guillermo Vilaseca – el que suscribe. El dispositivo que hemos diseñado apunta a generar una instancia de intercambio y creación colectiva apropiándonos de los instrumentos especiíicos de nuestro hacer en el campo grupal. Desde ya esperamos contar con la presencia, curiosidad y entusiasmo de todos Uds. y de aquellos a quienes les parezca conveniente invitar a nuestra sede. Con la calidez y el optimismo de los primeros meses del año, con la esperanza de que juntos lo cultivemos hasta el último día de este siglo. Guillermo

* 12 de abril de 1999 18:45

Asunto: historiando.

Hola Milene, te mando en un documento los cuatro textos y parte de la historia de nuestras comunicaciones que estuve repasando para caldearme. Te cuento que la actividad del sábado en la SAP fue hermosa y muy productiva. Vino mucha gente y se vivio un clima de trabajo y buen animo super interesante. Un abrazo. Guillermo

(Diálogo cibernético: Espacio virtual que ha permitido que se vaya forjando este encuentro. Tal vez sea una oportunidad para hacer inteligencia sobre la cualidad de este tipo de vinculos contemporaneos que son viables a traves de estos nuevos canales de comunicación, a estas nuevas velocidades, con estas nuevas distancias y proximidades. El “face to face” mediatizado por la pantalla/objeto-medio transicional.)

* 19 de abril de 1999

Querido companheiro de jornada. Me comoveu reler nossas comunicações, pelos mesmos motivos que você declarou mas também pela poesia que é viver… De alguma forma nos conhecemos e de alguma forma não nos conhecemos. Isso é sempre assim, em qualquer situação, nunca conhecemos alguém completamente e nem desconhecemos completamente, uma vez que no mínimo o outro é gente, está vivo, o que garante alguma coisa em comum. Más, no nosso caso, esta ambiguidade entre: – Nos conhecemos. Nos conhecemos?- parece ter alcançado “altos scores”. Estes altos scores devem-se, acho eu, um pouco à condição cibernética da nossa comunicação (que às vezes dificulta o entendimento entre as partes, mas às vezes facilita, por ser esta máquina um potente objeto intermediário interrelacional) mas também ao fato de sermos quem somos, eu e você. Me afligiu muito, nos primeiros tempos de nossa comunicação, pensar em trabalhar com alguém sem ter nenhuma intimidade.

Como ficar à vontade? E como trabalhar bem sem estar à vontade? E se eu não simpatizar com ele? – embora essa hipótese fosse a mais remota. Ao menos eu, estou certa que a minha disposição favorável ao nosso casamento foi determinada toda ela apenas pela simpatia, intuição de satisfação em estar junto, tele-positiva, sei lá… Porém, “noias” existem. Lendo nossa correspondência vejo claramente meu forte movimento para me aproximar de você um tantinho além do profissional, pois se me mantivesse muito distante, sabia que não conseguiria levar nossa proposta adiante. Fui aprendendo a confiar em você, a conviver com algumas lacunas de nossa comunicação (…) Ufa! E agora eu já sei até que você chega na terça, às 21:30. Fiquei tentada em dar um jeito e ir buscá-lo no aeroporto. Seria muito bom. Porém estou com problemas… A babá das crianças desapareceu, eu não tenho com quem deixá-los na noite de terça, nem conseguiria, já que é também a última noite, antes de viajar e passar cinco dias sem elas. (E paciência com as minhas paixões os meninos exercitaram bastante durante todo este ano, pois esse congresso me absorveu muito, acho que você pode imaginar.) Poderia levá-los comigo até o aeroporto, e faria isso com o maior prazer, caso você estivesse sem ter como se locomover até a casa de sua amiga. Mas, como você tem um esquema já montado para alcançar o seu destino, prefiro pensar em outro jeito de nos encontrarmos antes de trabalharmos juntos. Até porque, nesta sexta feira, logo depois da última reunião do Ibero-americano antes do dia D, tão esperado, fui buscar meu filho na escola e depois parei em uma padaria. Já lá dentro, iniciou-se um tiroteio na rua. Nove tiros perdidos. Foi muito assustador. Todos nós no chão, inclusive meu filho de cinco anos, tentando nos proteger de uma chuva de balas. Uau! Com isso, pensar em pegar uma estradinha para Guarulhos, só eu e as crianças, me arrepia. E meu marido trabalha na terça até as 21:30. Enfim, sei que você entende. E não vá ficar temeroso pela violência brasileira, pois em 38 anos foi a primeira vez que isso aconteceu comigo.

Aliás, esse é um outro ponto que queria deixar marcado quanto ao período durante o qual nos comunicamos, que é a beleza das vidas transcorrendo, com doenças, depressões, morte, aniversärio, férias, lazer, momentos felizes, muitos deles compartilhados, funcionando como pano de fundo do nosso trabalho, pano de fundo de nossas vidas pessoais. Me ligue assim que puder, ao chegar no Brasil. UM GRANDE ABRAÇO! Milene

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Lic. Guillermo Vilaseca

Lic. Guillermo Vilaseca

Guillermo Vilaseca es Licenciado en Psicología de la Universidad de Buenos Aires, Terapeuta EMDR, Psicodramatista y Psicólogo Social. Escribió el Libro: Por qué los hombres no entendemos a las mujeres, publicado en 2013 por Ediciones B en Argentina y en 2014 también en México.

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